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Apoio aos Projetos Ecológicos
Projeto Tamar
Projeto Tamar

Projeto Tamar

Controlando e fiscalizando as áreas de desova, com a ajuda e a conscientização da população e dos pescadores locais, o Projeto Tamar está conseguindo reverter a ameaça de extinção das tartarugas marinhas. Após 15 anos de trabalho, o Tamar já controla e protege mais de 1.000 km da costa brasileira e já salvou mais de 2 milhões de tartaruguinhas.

Origem e objetivos - A principal ameaça às tartarugas marinhas, ao longo do litoral brasileiro, até o início das atividades do Projeto Tamar, era a matança indiscriminada das fêmeas ao saírem do mar para desovar nas praias e o roubo de praticamente todos os seus ovos. Com isso, foram desaparecendo de forma progressiva, sob o risco de extinção em um curto espaço de tempo.

Criado em 1980, pelo IBAMA, o Projeto Tamar (Projeto Tartaruga Marinha) tinha como objetivo proteger e preservar as cinco espécies de tartaruga marinha que migravam para a costa brasileira para se reproduzir.

Proteção das tartarugas - Controlando e fiscalizando as áreas de desova das tartarugas, o Projeto Tamar conseguiu parar e reverter este processo através de muito trabalho e garra: recolhendo seus ovos, cuidando destes até a eclosão e lançando ao mar os filhotes. Tudo isso com a ajuda e a conscientização da população e de pescadores locais.

No período de desova, que começa em setembro, as praias são patrulhadas todas as noites para que se efetue a marcação das fêmeas, no ato da postura dos ovos, através de grampos de aço inoxidável colocados nas nadadeiras anteriores. Este procedimento visa estudar suas rotas migratórias, seu comportamento de desova e o tamanho de sua população.

No início, a percentagem de ninhos que tinham seus ovos transferidos para os cercados das bases era bem maior. Graças às campanhas de conscientização das comunidades litorâneas, onde o TAMAR atua, os ninhos de várias praias não precisam mais ser transferidos, permanecendo em seus locais naturais de origem, cuja existência torna possível o estudo in loco das condições originais de incubação. Além disso, os filhotes podem nascer e se dirigir para o mar sem nenhuma interferência humana direta, a não ser a vigilância feita pelos pescadores responsáveis.

Os ninhos feitos em locais que oferecem maior perigo, como as praias mais movimentadas, são transferidos para os cercados de incubação. São locais protegidos, nas bases do projeto, que mantêm as condições físico-químicas semelhantes às áreas originais de desova, com exposição plena ao sol e à chuva, onde os ovos são acompanhados até o nascimento dos filhotes.

O transporte dos ovos é realizado em caixas de isopor, com atenção especial para não haver rotação dos ovos - cuidado indispensável para que o embrião não se descole de seu ponto de fixação na casca. Ao nascerem, os filhotes são contados, identificados e liberados nas áreas de maior concentração de desovas, ao longo das praias. É importante que os filhotes percorram o caminho ninho-mar pela areia, pois este é um fator determinante para que os filhotes voltem à praia onde nasceram. Alguns filhotes são mantidos em tanques, para serem usados em trabalhos de conscientização e para o treinamento dos estagiários.

As bases do projeto - Hoje, transformado em Programa Nacional de Proteção às Tartarugas Marinhas (PROJETO TAMAR - IBAMA), o projeto já controla e protege mais de 1.000 quilômetros de praias da costa brasileira - equivalentes a 90% do total das áreas de desova – por meio de 22 bases de atuação em pontos estratégicos do litoral e trabalhos desenvolvidos nas ilhas oceânicas.

Visite o site do TAMAR em http://www.projetotamar.org.br.



Telefones: (21) 3734-7618 / (21) 98464-7618